Naoshima, a ilha da arte do mar Interior de Seto

Naoshima (直島) é uma ilha de cerca de 8 quilômetros quadrados e 3 mil habitantes no mar Interior de Seto, na província de Kagawa, transformada desde os anos 1990 num dos maiores destinos de arte contemporânea da Ásia. Tem museus projetados por Tadao Ando, as abóboras de Yayoi Kusama e casas antigas convertidas em instalações. O museu principal, o Chichu Art Museum, exige reserva de horário e custa a partir de cerca de 2.500 ienes (valores de 2025).

Região
Mar Interior de Seto (Kagawa)
Kanji
直島
Horário
Museus em geral 10h–18h (mar–set) e 10h–17h (out–fev), fechados às segundas
Entrada
Chichu Art Museum a partir de cerca de 2.500 ienes com reserva (2025)
Estação mais próxima
Porto de Uno (Okayama) ou de Takamatsu (Kagawa), de balsa
Tempo de visita
1 a 2 dias
Nesta página
  1. História: de ilha industrial a museu ao ar livre
  2. O que ver
  3. Dicas práticas
  4. Como chegar
  5. Arredores
  6. Perguntas frequentes

História: de ilha industrial a museu ao ar livre

Desde 1917, o norte de Naoshima abriga uma fundição de cobre da Mitsubishi Materials, que ainda opera. Nos anos 1980 a ilha perdia população quando o empresário Soichiro Fukutake, da editora educacional Benesse, de Okayama, decidiu criar ali um projeto cultural. O primeiro passo foi um acampamento internacional em 1989; em 1992 abriu a Benesse House, museu e hotel projetado por Tadao Ando.

Em 1998 começou o Art House Project, que transformou casas do vilarejo de Honmura em obras de arte. O Chichu Art Museum abriu em 2004 e o Lee Ufan Museum em 2010, ano da primeira Trienal de Setouchi, festival de arte que ocupa a cada três anos Naoshima e as ilhas vizinhas. O conjunto de museus e instalações é administrado hoje com o nome de Benesse Art Site Naoshima.

O que ver

Chichu Art Museum

Chichu (地中) significa "dentro da terra": o prédio de Ando é quase todo subterrâneo e iluminado por luz natural. Tem só três artistas: cinco telas das Ninfeias de Claude Monet, numa sala de piso de mosaico em que se entra descalço; instalações de luz de James Turrell; e a sala de escadaria monumental de Walter De Maria, com uma esfera de granito de 2,2 metros. Fotos são proibidas dentro do museu.

Benesse House Museum

Museu e hotel ao mesmo tempo, com obras de Bruce Nauman, Jean-Michel Basquiat e Hiroshi Sugimoto. Hóspedes podem visitar as galerias à noite. Ao longo da praia e do parque ao redor há esculturas ao ar livre, como a Abóbora Amarela de Kusama, instalada em 1994 num píer. Em 2021 um tufão a arrancou do píer e a quebrou; uma réplica restaurada voltou ao lugar em 2022.

O museu do artista coreano Lee Ufan, também de Ando, fica num vale entre o Chichu e a Benesse House. A Valley Gallery, de 2022, abriga a obra Narcissus Garden de Kusama, com centenas de esferas de aço inox.

Art House Project, em Honmura

Sete casas, templos e santuários do vilarejo de Honmura transformados em obras. No Minamidera, edifício de Ando, uma obra de Turrell é vista em escuridão quase total. No Go'o Shrine, Hiroshi Sugimoto refez a escada do santuário em vidro óptico. Um bilhete combinado dá acesso à maioria das casas. Ainda em Honmura, o Naoshima New Museum of Art, também de Ando, abriu em 2025 com foco em arte asiática.

Abóbora Vermelha e I♥湯

No porto de Miyanoura, a Abóbora Vermelha de Kusama (2006) é oca e dá para entrar. A poucos minutos fica o I♥湯 (lê-se "I love yu"), casa de banho pública decorada por Shinro Ohtake, que funciona de fato como onsen de bairro.

Dicas práticas

  • Reservas: o Chichu vende ingressos online por data e horário e esgota em fins de semana e durante a Trienal. Compre antes de pegar a balsa.
  • Segundas-feiras: quase todos os museus fecham. Quando segunda é feriado, abrem e fecham no dia seguinte. Planeje a viagem fora desse dia.
  • Circulação: a ilha é pequena e montanhosa. Há ônibus municipal, ônibus gratuito da Benesse entre os museus e aluguel de bicicletas elétricas no porto de Miyanoura.
  • Trienal: a edição de 2025 aconteceu em três temporadas (primavera, verão e outono). A próxima está prevista para 2028; nesses anos, balsas e hospedagem lotam.
  • Hospedagem: além da Benesse House, há pousadas familiares em Miyanoura e Honmura, poucas e disputadas.

Como chegar

  • De Okayama: trem JR até a estação Uno (cerca de 50 minutos, com troca em Chayamachi), depois balsa de cerca de 20 minutos até Miyanoura. É a rota mais curta vinda do shinkansen.
  • De Takamatsu: balsa de cerca de 50 minutos, ou barco rápido de cerca de 30 minutos, até Miyanoura. Veja Takamatsu.
  • De Osaka ou Quioto: shinkansen até Okayama (cerca de 45 minutos de Shin-Osaka) e a rota por Uno.

Arredores

As ilhas de Teshima e Inujima fazem parte do mesmo projeto e têm barcos a partir de Naoshima. Em Teshima, o Teshima Art Museum, de Ryue Nishizawa e Rei Naito, é uma concha de concreto sem colunas onde gotas de água correm pelo chão. Em terra firme, o bairro histórico de Kurashiki, com canais e armazéns brancos, fica a 30 minutos de Okayama.

Perguntas frequentes

Precisa reservar o Chichu Art Museum?

Sim. A entrada é por horário marcado, comprada online, e os ingressos podem esgotar. Sem reserva, a chance de entrar no mesmo dia é pequena.

Dá para visitar Naoshima num bate-volta?

Dá, a partir de Okayama ou Takamatsu, saindo cedo. Em um dia é possível ver o Chichu, a Benesse House e as abóboras; para incluir o Art House Project com calma, durma na ilha.

Qual o melhor dia para ir a Naoshima?

De terça a sexta, fora de feriados e dos períodos da Trienal. Segunda-feira é o pior dia, porque quase todos os museus fecham.

Atualizado em 14/10/2026 · Seção: Atrações e pontos turísticos