Santuário Meiji: o santuário xintoísta na floresta de Tóquio
O Santuário Meiji (明治神宮, Meiji Jingū) é o principal santuário xintoísta de Tóquio, dedicado ao imperador Meiji e à imperatriz Shoken. Fica dentro de uma floresta de cerca de 70 hectares ao lado da estação Harajuku, tem entrada gratuita e abre do nascer ao pôr do sol. Todo Ano-Novo recebe mais visitantes do que qualquer outro santuário do Japão.
- Cidade
- Tóquio (Shibuya)
- Kanji
- 明治神宮
- Horário
- Do nascer ao pôr do sol (varia por mês)
- Entrada
- Gratuita, jardim Gyoen 500 ienes e museu 1.000 ienes (2026)
- Estação mais próxima
- Harajuku (JR) e Meiji-jingumae (metrô)
- Tempo de visita
- 1h a 2h
História
O imperador Meiji reinou de 1867 a 1912 e conduziu a modernização do país depois da Restauração Meiji. Quando ele morreu, em 1912, e a imperatriz Shoken, em 1914, a população pediu um santuário em sua memória. O local escolhido foi um antigo terreno de um senhor feudal, então quase sem árvores. O santuário foi inaugurado em 1º de novembro de 1920.
A floresta é artificial: cerca de 100 mil árvores de 365 espécies foram doadas por voluntários de todo o Japão e de territórios ultramarinos da época. Os paisagistas, entre eles Seiroku Honda, planejaram uma mata que se renovasse sozinha em cem anos, trocando pinheiros por espécies perenes de folha larga, como carvalhos e canforeiras. Deu certo: hoje é uma floresta densa no meio da cidade. Os prédios originais foram destruídos no bombardeio de abril de 1945 e reconstruídos em 1958, em cipreste japonês, no estilo nagare-zukuri.
O que ver
O caminho de cascalho e o grande torii
Da entrada sul, perto da estação Harajuku, uma alameda larga de cascalho corta a floresta por uns 10 minutos. Ela passa por três torii (portais); o maior, o Otorii, tem 12 m de altura e é o maior torii de madeira no estilo myojin do Japão. Foi refeito em 1975 com cipreste de Taiwan de mais de 1.500 anos. Saiba mais sobre esses portais em torii e arquitetura.
Barris de saquê e de vinho
No caminho há uma parede de barris decorados de saquê, doados por produtores de todo o país, e, em frente, barris de vinho da Borgonha, lembrando que o imperador Meiji adotou hábitos ocidentais, inclusive o vinho.
Salão principal e rituais
Antes do portão, purifique-se no temizuya: com a concha, lave a mão esquerda, depois a direita, coloque água na mão esquerda para enxaguar a boca e lave o cabo. No salão, jogue uma moeda, faça duas reverências, bata palmas duas vezes e faça uma reverência final (nirei nihakushu ichirei). Ao lado ficam as árvores sagradas Meoto Kusu, duas canforeiras unidas por uma corda, símbolo de casamento feliz. Nos fins de semana é comum ver casamentos xintoístas em procissão pelo pátio.
Gyoen, o jardim interno
O jardim (御苑) cobra 500 ienes (2026) e tem o Poço de Kiyomasa, nascente considerada ponto de energia, uma casa de chá e um lago. Em junho florescem cerca de 1.500 íris de 150 variedades.
Museu Meiji Jingu
Inaugurado em 2019 com projeto de Kengo Kuma, expõe a carruagem usada pelo imperador e objetos da família imperial. Entrada de 1.000 ienes (2026), fechado às quintas-feiras.
Dicas práticas
- Melhor horário: logo depois da abertura, quando os monges varrem o cascalho e a floresta está silenciosa. O horário segue o sol: em junho abre por volta das 5h e em dezembro perto das 6h40.
- Ano-Novo: nos três primeiros dias de janeiro, cerca de 3 milhões de pessoas fazem o hatsumode, a primeira visita do ano; o fluxo é controlado pela polícia. Veja Ano-Novo japonês.
- Regras: ande pelas laterais do torii (o centro é o caminho dos deuses), faça uma reverência ao passar, não coma no terreno e não fotografe o interior do salão nem os noivos de perto sem permissão.
- Amuletos: os omamori e as tábuas de pedido ema custam a partir de cerca de 500 a 1.000 ienes; o goshuin (carimbo caligráfico) é feito no balcão à direita do salão.
Como chegar
- JR Yamanote: estação Harajuku, saída Omotesando; a entrada sul fica do outro lado da ponte.
- Metrô: estação Meiji-jingumae (linhas Chiyoda e Fukutoshin), saída 2, a 3 minutos.
- Pelo norte: estações Yoyogi (JR) ou Kita-sando (Fukutoshin) levam à entrada norte, mais tranquila.
Arredores
Saindo pela entrada sul você cai em Harajuku, com a rua Takeshita e a avenida Omotesando. A oeste fica o Parque Yoyogi, onde ficava a vila olímpica de 1964, ótimo para piquenique nas cerejeiras. Seguindo pela Omotesando e depois pela Meiji-dori, chega-se a Shibuya em uns 20 minutos a pé. O Meiji Jingu Gaien, com a avenida de ginkgos que fica dourada no fim de novembro, é uma área separada, perto da estação Aoyama-itchome.
Perguntas frequentes
O Santuário Meiji cobra entrada?
Não. Só o jardim Gyoen (500 ienes) e o Museu Meiji Jingu (1.000 ienes) são pagos (2026).
Que horas abre e fecha o Meiji Jingu?
Abre ao nascer do sol e fecha ao pôr do sol, com horário diferente a cada mês. O site oficial publica a tabela mensal.
Qual a diferença entre santuário e templo no Japão?
Santuário (jinja ou jingu) é xintoísta e tem torii; templo (tera ou ji) é budista, como o Senso-ji. Muitos japoneses frequentam os dois.