Kiyomizu-dera: guia do templo da "água pura" em Quioto
O Kiyomizu-dera (清水寺, "templo da água pura") é um templo budista na encosta leste de Quioto famoso pelo terraço de madeira que se projeta 13 metros acima do vale, sustentado por pilares encaixados sem pregos. Abre às 6h e cobra 500 ienes de entrada para adultos (valores de 2026). Fica no alto de ladeiras históricas, Sannenzaka e Ninenzaka, e costuma ser visitado junto com Gion.
- Cidade
- Quioto (distrito de Higashiyama)
- Kanji
- 清水寺
- Horário
- 6h às 18h (até 18h30 em julho e agosto) (2026)
- Entrada
- 500 ienes adultos e 200 ienes crianças (2026)
- Estação mais próxima
- Kiyomizu-Gojo (Keihan) a 25 min a pé ou ônibus até Gojozaka
- Tempo de visita
- 1 a 1,5 hora (2 a 3 horas com Sannenzaka)
História
Segundo a tradição, o templo foi fundado em 778 pelo monge Enchin, que encontrou ali a nascente da cachoeira Otowa, e ganhou apoio do general Sakanoue no Tamuramaro. Pertence hoje à escola Kita-Hosso e é dedicado a Kannon de onze faces e mil braços, a bodisatva da compaixão; ver budismo no Japão.
O templo pegou fogo várias vezes. A maior parte dos edifícios atuais, incluindo o pavilhão principal, foi reconstruída em 1633 por ordem do xogum Tokugawa Iemitsu, no início do período Edo. O pavilhão principal é Tesouro Nacional, e o conjunto entrou na lista da UNESCO em 1994. Entre 2008 e 2020, o templo passou por uma grande reforma, que incluiu a troca do telhado de casca de cipreste (hinoki) do pavilhão principal.
O que ver
O terraço (Kiyomizu no Butai)
O butai (舞台, "palco") foi feito para apresentações de música e dança dedicadas a Kannon. Ele é sustentado por 18 grandes pilares de zelkova (keyaki) montados com encaixes de madeira, sem um único prego. A expressão japonesa "Kiyomizu no butai kara tobioriru" ("pular do terraço do Kiyomizu") equivale a "tomar uma decisão ousada". No período Edo, centenas de pessoas realmente pularam, acreditando que a sobrevivência realizaria um desejo; a prática foi proibida em 1872.
Cachoeira Otowa
Abaixo do terraço, a Otowa-no-taki (音羽の滝) cai em três filetes. Os visitantes recolhem a água com conchas de cabo longo; cada fio é associado a longevidade, sucesso nos estudos ou sorte no amor. A etiqueta pede beber de apenas um.
Outras construções
- Nio-mon (仁王門): o portão vermelho de entrada, com estátuas de guardiões.
- Pagode de três andares (三重塔): com cerca de 31 metros, um dos mais altos do tipo no Japão.
- Okunoin: pavilhão ao lado do principal, de onde sai a foto clássica do terraço com Quioto ao fundo, especialmente bonita no outono.
- Tainai-meguri: no salão Zuigudo, desce-se a um corredor em escuridão total, seguindo um corrimão de contas, que simboliza o ventre de uma bodisatva (taxa à parte).
- Jishu-jinja (地主神社): santuário xintoísta do amor, com as "pedras do amor". Estava fechado para reforma nos últimos anos; confira a situação antes de ir.
Dicas práticas
- Melhor horário: às 6h ou 7h, com luz suave e o terraço quase vazio. A partir das 10h, Sannenzaka e o portão ficam congestionados até o fim da tarde.
- Iluminações noturnas: três vezes por ano (primavera, meados de agosto e fim de novembro), o templo abre até as 21h30 com o terraço iluminado. As datas mudam a cada ano; confira o site oficial.
- Outono e cerejeiras: cerca de mil cerejeiras e muitos bordos cercam o terraço; o pico é no início de abril e entre o fim de novembro e o começo de dezembro (florada das cerejeiras, koyo).
- Pagamento: leve dinheiro em espécie para o ingresso.
- Respeito: é um templo em funcionamento. Tire o chapéu nos salões e não fotografe as imagens sagradas onde houver aviso.
Como chegar
- Ônibus: da Estação de Quioto, as linhas 206 e 100 vão até os pontos Gojozaka ou Kiyomizu-michi (cerca de 15–20 minutos), seguidos de 10 minutos de subida a pé.
- Trem: da Estação Kiyomizu-Gojo (Keihan), são uns 25 minutos a pé, quase todos em subida.
- A pé desde Gion: de Yasaka-jinja, o caminho por Nene-no-michi, Ninenzaka e Sannenzaka leva 20–25 minutos e é a forma mais agradável de chegar.
Arredores
As ladeiras Sannenzaka (三年坂) e Ninenzaka (二年坂) conservam casas de madeira do período Edo, hoje lojas de cerâmica, chá matcha e doces como o yatsuhashi. Diz a lenda que quem tropeça em Sannenzaka terá azar por três anos. No caminho aparecem o pagode Yasaka (Hokan-ji), cartão-postal do bairro, e o Kodai-ji, templo erguido pela viúva de Toyotomi Hideyoshi. Seguindo para o norte chega-se a Gion. Para outros roteiros na cidade, veja Fushimi Inari e Quioto.
Perguntas frequentes
Qual o horário do Kiyomizu-dera?
Em 2026, das 6h às 18h na maior parte do ano, com fechamento às 18h30 em julho e agosto. Nas iluminações especiais de primavera, verão e outono, fica aberto até as 21h30.
Quanto custa a entrada do Kiyomizu-dera?
Em 2026, 500 ienes para adultos e 200 ienes para alunos do ensino fundamental. As ruas Sannenzaka e Ninenzaka e a área externa do portão são gratuitas.
Dá para visitar o Kiyomizu-dera e Gion no mesmo dia?
Sim. Os dois ficam a cerca de 20 minutos de caminhada um do outro, ligados pelas ladeiras Sannenzaka e Ninenzaka. O ideal é o Kiyomizu-dera de manhã cedo e Gion no fim da tarde.